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Somente quando nos deixamos amar como crianças pequeninas, é que nos aconchegamos à justa medida do Amor das Mãos do Pai. Ter um “coração de criança” é tão somente tomar posse de nossa vocação à santidade (Mt 5, 48). |
O “coração de criança” manifesta as virtudes necessárias para a busca da santidade: a alegria, a gratidão, a empatia, a misericórdia, o cuidado, a doação, a simplicidade e o abandono na vontade de Deus. Atraídos por este desejo de santidade, busquemos a todo custo nos revestir destas virtudes, tão próprias do chamado Mãos de Pai. |
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Com as mãos podemos construir ou destruir; plantar ou devastar; cultivar a paz ou a violência. Com Suas Mãos, O Deus-Criador de todas as coisas, modelou-nos em Seu Amor, expressando continuamente a delicadeza de Seu Cuidado. Ofertemos nossas mãos ao Pai, para elas sejam instrumentos do Seu Cuidado, da Sua zelosa atenção, vias de acesso ao coração dos homens. |
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Somente é filho de Deus aquele que experimenta do retorno à pequenez, pois só um filho se abandona com total confiança nas Mãos do Pai. Deixa-se tocar, modelar e conduzir pelo Amor, na certeza de que nunca estará sozinho. Pode então se reconhecer filho de Deus, na medida em que recupera a essência de seu coração; a essência de um coração de criança (Mc 10,15). |
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Empenhemo-nos, continuamente, por oferecer um testemunho de vida, firmado no amor de um Deus, que se faz ao mesmo tempo, “Pai e Mãe” da humanidade: “Ao designar Deus com o nome de ‘Pai’, a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é origem primeira de tudo e autoridade transcendente, e que do mesmo tempo é bondade e solicitude de amor para todos os seus filhos. Esta ternura paterna de Deus pode também ser expressa pela linguagem da maternidade (Is 66, 13; Sl 131, 2), que indica mais a imanência de Deus, a intimidade entre Deus e sua criatura. A linguagem da fé inspira-se, assim, na experiência humana dos pais (genitores), que são de certo modo os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas essa experiência humana ensina também que os pais humanos são falíveis e que podem desfigurar o rosto da paternidade e da maternidade. Convém então lembrar, que Deus transcende a distinção humana dos sexos. Ele não é nem homem, nem mulher, é Deus. Transcende também a paternidade e a maternidade humanas (Sl 27, 10), embora seja a sua origem e a medida (Ef 3, 14-15; Is 49, 15): ninguém é pai como Deus o é”. (CIC 239) |
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Somos envolvidos e acalentados no abraço de Deus. Neste amor incondicional e misericordioso, experimentamos a paz verdadeira; a paz sem fim; tomamos consciência de que já não precisamos mendigar amor no mundo e de que nada nos falta, porque Ele já nos deu tudo. |
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Quando repetimos a jaculatória de nossa vocação: “Meu Senhor, Meu Deus e Meu Tudo, ponde em mim Vossas Mãos de Pai”, estamos firmando a certeza de que nos encontramos a menos de um segundo da experiência do abraço de Deus. Ele nos abraça, faz-nos crianças pequeninas e nos põe em Suas Mãos de Pai. |
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Deus nos ama com um amor especialmente apaixonado, capaz de tudo para nos ter de volta: “O amor apaixonado de Deus pelo Seu povo – pelo homem – é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra si próprio, o Seu amor contra Sua justiça”. (DEUS CARITAS EST). Agradecidos por tão grande Amor, somos chamados a levar para o mundo a experiência da caridade, manifestados na paternidade de um Deus rico em compaixão e misericórdia, tão disposto a nos reencontrar e a nos reconduzir para casa. |
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Sentimos a necessidade de responder ao Amor. Somos impulsionados a uma nova vivência, firmada na doação; na entrega de si, mesmo que em pequenos e simples gestos de amor. Aquilo que hoje pode ser para nós muito pouco, tem em Deus a capacidade de crescer e de se transformar (Lc 13,18-21). Quando imaginarmos nossos pequenos atos de amor, busquemos contemplar, a nossa ação, como a de uma pequena faísca, que se jogada em meio às folhas secas, torna-se
capaz de ocasionar um grande incêndio. |
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Anunciar a paternidade de Deus ao mundo é em certo sentido, tornar-se “pai” e “mãe” para os filhos de Deus. É ser canal de graça onde o Pai do Céu nos concede o dom de Sua paternidade. Os filhos de Deus irão experimentar esta paternidade a partir de nós. Não nos enxergarão; verão o Pai se movendo e se comovendo de amor; tomando os nossos corações para amar seus filhos. |
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