Deixemos que os nossos corações se movam e se comovam com constância e força (Is 42, 1). Motivemo-nos sempre em fazer o bem (I Cor 16, 13s). Tenhamos diante de nossos olhos, as Mãos Daquele que, um dia, não permitiu que nos perdêssemos e que hoje nos mantém de pé na caminhada.
Busquemos no cuidado à disposição de sempre termos mãos de pai. |
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. Que nossos atos de amor acompanhem a atenção e delicadeza para com o outro; a obediência
e o respeito às nossas autoridades constituídas; a generosidade e a benevolência para com
aqueles que Deus nos confiou; a humildade e a alegria no serviço; o amor, a correção fraterna e o perdão em todas as nossas relações pessoais. |
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Abandonar-se nas Mãos do Pai significa deixar-se modelar por Ele (Jr18,6). Ele é o Oleiro e nós somos o fruto de tudo o que Suas Mãos modelam, a partir da liberdade que O damos. Nem sempre
é fácil se deixar modelar por Deus. Na maioria das vezes é doloroso se "desinstalar" e perder as seguranças. |
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Deus deseja nos transformar em vasos novos pela ação do Espírito Santo (2Cor 4,7). A argila de que somos feitos vai tomando a forma da santidade, quando tocada pelas Mãos do Pai. As águas que nos banham, nesse modelar de amor, jorram como rios de misericórdia (Ez 47, 1-12) do lado aberto de Jesus (Jo 19, 34s). O Pai nos modela na obediência (Dn 3). Assim como o Seu Filho se fez obediente até a morte; e morte de cruz (FL 2, 8), deixemo-nos conduzir pelo compromisso evangélico da obediência (Rm 16,19), permitindo que Deus nos forme na humildade (Gn 18,27-32). Aquele que é obediente se abandona nas Mãos do Pai, pois se permite conduzir, mesmo que se depare com uma situação de incompreensão (Gn 22, 1-19) ou ainda que contrária a sua a própria vontade (Lc 22, 39-46). O Pai nos modela na pobreza (Mt 10, 9s). Assim como Seu Filho se fez pobre, assumindo a condição de homem (Fl 2, 6ss), numa renúncia e entrega total, somos chamados ao desprendimento (ITm 6, 6-10) e a renúncia do que temos para poder seguí-LO ( Mt 19, 21). Aquele que é pobre se abandona nas Mãos do Pai, pois acredita que tudo o que possui é graça, dom e providência de Deus (Mt 6, 25-34). Ele a nada se apega ou toma para si, pois tudo é do Pai. Ele confia em Deus não lhe deixará faltar coisa alguma (Sl 23(22),1) e lhe dará sempre o melhor ( Lc 11, 11-13). O Pai nos modela na castidade (Eclo 26, 20). Assim como Seu Filho se fez casto, deixando-se conduzir sempre pelo Espírito e não pela carne (Gál 5, 16), assumindo inclusive a condição da vida celibatária (Mt 19, 12), deixemos que Deus torne puro e casto o nosso coração (Gl 5, 22-25), dentro do estado de vida que Ele nos chama a viver. Aquele que é casto se abandona nas Mãos do Pai, pois permite que Deus seja Senhor e Rei do corpo e do coração; que entre e faça ali Sua morada (Ap 3, 20). |
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