Sabemos que Jesus sempre traz Consigo o amor e a presença de Sua mãe. Nunca poderemos esquecer que estando Ele no meio de nós, também ela estará. Maria acompanha o Seu Divino Filho. Presente na vida pública de Jesus; em Sua infância e adolescência, na manifestação de Seus milagres, no Calvário, em Sua ressurreição e ascensão aos Céus, como no derramamento de Seu Amor pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes, ela hoje vem como auxílio e proteção daqueles que em Cristo buscam a salvação.

 Nossa Senhora é para nós a Auxiliadora dos cristãos. Se desejarmos lutar constantemente por uma vida de santidade, teremos sempre a sua ajuda. Maria sendo advogada nossa, nunca deixará de pedir por nós, e assim como fez nas Bodas de Caná ela continuará dizendo Ao Seu Filho: "Eles não tem mais vinho!" (Jo 2, 3) Como Vocação Mãos de Pai, sentimos a necessidade de ter em Maria, a "porta para o Céu aberta", o "seguro porto" para encontrar Jesus.

Buscando o amor, a intimidade e a filiação com nossa Mãe Maria Santíssima, sentimo-nos chamados à experiência da devoção ao Terço Mariano diário e ao Ofício da Imaculada Conceição aos sábados.

 Seguindo os passos de Dom Bosco, pedimos também o auxílio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora, consagrando a ela a nossa caminhada e o nosso desejo de santidade.Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana.

Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico. A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos. No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus, quando Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice.

Em resposta a excomunhão, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto. O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral.

Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice. Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma. Em 1824, Joãozinho Bosco, criança de 9 anos, como ele mesmo conta, teve o primeiro sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo do seu futuro apostolado e ouviu a voz misteriosa do Senhor dizer-lhe: "Dar-te-ei a Mestra". E logo, apareceu a Senhora de aspecto majestoso que o animou a trabalhar, para corrigir o comportamento dos meninos malcriados.

Nossa Senhora apareceu freqüentemente nos sonhos de Dom Bosco e foi a estrela do seu apostolado. Ele a chamava "Mãe e Sustentadora", socorrendo a Congregação Salesiana, especialmente toda vez que precisava do auxílio extraordinário para atender às necessidades dos meninos pobres e abandonados, não somente materiais, mas sobretudo quando suas almas corriam perigo. Durante toda a sua vida, Dom Bosco foi incansável em fazê-la conhecer, amar e honrar. 

 
continua