Escala Menor Harmônica
A escala menor harmônica foi convencionada para reestruturar o campo harmônico menor. O sétimo grau na escala menor natural está a um tom da oitava, denominando-se "subtônica". O grau na condição de subtônica, atenua a tensão melódica ascendente da escala para a oitava. Sustenizou-se a subtônica promovendo-a a sensível, naturalmente complementada pela tônica. Como conseqüência harmônica, o acorde dominante menor converteu-se para maior, aumentando assim seu efeito tensionador e, resolvendo de maneira mais convincente sobre o acorde de tônica.
Fórmula da Escala Menor Harmônica
T II IIIb IV V VIb VII T
t s t t s ts s
Aplicação da escala menor Harmônica: Acordes menores (m9, m7M, m7/11, m7M/9).
Escala Menor Melódica
A escala menor melódica é resultado de uma adaptação feita sobre a escala menor harmônica. Esta última, por apresentar o intervalo de tom mais semitom entre os seus sexto e sétimo graus, era uma exceção ao sistema diatônico, predominante na época, tornando-a de difícil entonação. Para reconciliá-la ao diatonismo e suavizar seu fluxo melódico, elevou-se o VI grau dá harmônica em um semitom, resultando na escala menor melódica.
Devido ao destensionamento melódico que ocorre no sentido descendente das escalas, é desnecessário manter esse padrão, além disso, comparando a fórmula da menor melódicas com a da maior natural, ambas diferem só no III grau. Por este motivo, para melhor distinguí-las no sentido descendente, usa-se a escala menor natural. No padrão convencional acende-se, escala menor melódica e descende-se, escala menor natural.
Fórmula da Escala Menor Melódica
T II IIIb IV V VI VII T
t s t t t t s
Aplicação da escala menor melódica: Acordes (m6, m7M m6/9, m7M/9, m6/9/11, m9/11).
Modos
Outro assunto que complementa as escalas são os Modos. As características sonoras de cada modo podem ser transportadas para qualquer tonalidade, desde que sua seqüência de intervalos original não seja alterada.
Na verdade, isso produz cinco novas escalas – e não sete, já que o Jônio e o Eólio coincidem com as escalas diatônicas naturais maior e menor respectivamente. Essas cinco novas escalas constituem alternativas à estrutura melódica e harmônica das escalas diatônicas.
Modos e escalas possuem aplicações diferentes. As escalas determinam a harmonia e os modos expressam as variações melódicas. Para se saber se um modo é maior ou menor basta olhar para o intervalo entre a 1ª e a 3ª notas. O Lídio e o Mixolídio são, na verdade, maiores, enquanto o Dórico e o Frígio são menores. O Lócrio é incomum, na medida em que seu acorde de tônica é "Diminuto". A atmosfera geral do modo pode ser ouvida executando-se acordes construídos sobre seus graus, apenas com as notas que o modo contém.
Modo Jônio
Foi o predecessor da escala maior diatônica. Possui a mesma seqüência de intervalos e, portanto, a mesma sonoridade.
Modo Dórico
É um modo menor. Difere da escala menor natural (eólio) apenas na 6ª nota, que recebe um sustenido. Muito adequado para seqüências de acordes menores (por exemplo Im, Iim, III, IV, Vm, VII), que adquirem assim, um toque jazzístico.
Modo Frígio
Outro modo menor, praticamente idêntico à escala menor natural (eólio), exceto na 2ª nota, que é bemolizada (Db). Esta nota é ouvida como "9ª bemolizada" quando acrescentada a um acorde de tônica com sétima menor.
Modo Lídio
Uma escala maior. Difere da maior diatônica (jônio) por possuir um sustenido na 4ª nota. É uma escala maior com (#4).
Modo Mixolídio
A escala mixolídia possui a 7ª nota bemolizada. É o que diferencia da escala maior diatônica (jônio). Na verdade, trata-se de um dos modos utilizados com maior freqüência para improvisação no Blues e no Jazz.
Modo Eólio
Este modo foi o predecessor da escala menor natural diatônica. Possui a mesma seqência de intervalos e, portanto, a mesma sonoridade.
Modo Lócrio
Todas as notas desta escala são bemolizadas, com exceção da tônica (I grau) e da 4J (IV grau). Dos sete modos este é o menos utilizado na música ocidental, mas desempenha um papel importante nas músicas Indiana e Japonesa.