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Fomos criados para o louvor de Deus. Ele nos confiou uma missão na Igreja, utilizando-se de nossas aptidões e afinidades (I Cor 12, 4-31); de nossas histórias de vida e do modo de como aprendemos a ver o mundo. Ele se apropria de nossas virtudes, canalizando-as para as coisas do alto (Cl 3, 1-4), e de nossas fraquezas, para que manifestemos a Sua glória( II Cor 12, 7-10). Aqueles que são chamados a uma consagração de vida específica dentro da Vocação Mãos de Pai, sentem no coração o desejo de serem ministros da misericórdia de Deus, tendo em vista a "bagagem" que trazem em suas vidas. O que temos e o que somos, queremos oferecer aos nossos irmãos, pois o pouco que trazemos consigo já não nos pertence; tudo é do Pai. Quando experimentamos mais intimamente do amor de Deus, começamos a compreender que fazer a Sua vontade é tão somente se deixar conduzir por Ele. É importante perceber que bem maior que a "regra" está o "princípio", ou seja, antes da lei, o amor. Quando acolhemos o princípio de coração aberto, torna-se fácil viver a regra, pois ela é a aplicação do primeiro. O "princípio" que nos revela a misericórdia, por exemplo, está contido nas práticas corporais e espirituais; "regras" que nos ajudam a cumprir o plano de Deus. A misericórdia vem acompanhada da virtude do cuidado. Somos chamados a manifestar o amor misericordioso de Deus a todos, porém a história de vida de cada um de nós, irá nos levar a uma identificação maior com determinadas situações, onde poderemos nos reconhecer. Reconhecemos bem nos outros, aquilo que conhecemos em nós e damos melhor daquilo que não recebemos. A pérola é o resultado de uma ferida cicatrizada por várias camadas de amor. Podemos olhar para o nosso passado com suas faltas, sofrimentos, frustrações e tramas e simplesmente carregá-los como um fardo, uma fatalidade, uma acomodação ou até como um atestado de fracasso. Porém, se potencializarmos nossas experiências no amor do Pai, aquilo que antes parecia derrota, transforma-se em sensibilidade, em energia reparadora e em possibilidades de construção de uma vida melhor para nós e para os outros. A pérola é, portanto, a resposta a uma ferida.
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Deus nos chama a levar a Sua paternidade ao mundo de um modo especial. Ele anseia por resplandecer o Seu amor, para nós e através de nós, por meio de uma experiência plena de doação, firmada na oração e no serviço.O Pai derrama sobre nós o dom do serviço. Nossas mãos precisam estar sempre abertas para trabalhar pela Igreja de Seu Filho. |
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. O Senhor sopra sobre nós a graça da disponibilidade, a fim de que possamos ofertar aos nossos irmãos e irmãs, tudo o que somos e o que temos. Ele nos ensina a repartir os frutos de nossa caminhada. Ele nos confia os seus bens e se alegra pelo "Sim" que Lhe damos (Lc 1,38), na multiplicação dos talentos que nos entregou (Mt 25, 14-30). Para a Vocação Mãos de Pai, a oração e o serviço ganham a particularidade da Missão, quando configurados às práticas de misericórdia. Deste modo, compreendemos a manifestação da paternidade de Deus para o mundo, em nosso chamado. A Igreja nos apresenta sete obras de misericórdia corporais e outras sete espirituais. As obras de misericórdia corporais estão assim distribuídas: dar de comer a quem tem fome ( I Rs 17, 8-16); dar de beber a quem tem sede ( Jo 4, 1-26); vestir os nus ( Lc 10, 30-35); dar pousada aos peregrinos (Gn 18, 1-8); visitar os enfermos ( Mc 1, 29-31) e os encarcerados (Is 61, 1); remir os cativos ( Mt 18, 23-27) e enterrar os mortos (Tb 2, 1-8). Por sua vez, as obras de misericórdia espirituais estão assim distribuídas: dar um bom conselho (At 5, 34-39); instruir os menos esclarecidos (At 8, 26-40); corrigir os que erram (Mt 17, 15); consolar os aflitos (Is 61, 2); perdoar as injúrias ( Mt 18, 21s); suportar pacientemente as fraquezas do próximo(Rm 15, 1-6) e rezar pelos vivos e falecidos(Jo 17, 6-16). Empenhemo-nos por encontrar a nossa santificação pessoal e comunitária, dedicando-nos às obras de misericórdia espirituais e às obras de misericórdia corporais. |
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