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A Oração deve ser para nós um encontro pessoal e comunitário com as Mãos do Pai, que sendo o Oleiro, constantemente nos modela em Seu amor. Não é um monólogo, mas um diálogo de amor. É um encontro entre duas "pessoas" que se amam e que desejam estar juntas. Elas querem permanecer unidas e esse amor é como que uma canção silenciosa, de melodia suave e agradável, àquele que se deixa amar. Ouvir essa música é deixar que a oração entre na vida para que a vida se torne oração. |
É uma necessidade. Não conseguiremos amar a Deus e os irmãos com gratuidade e transparência se não formos abastecidos de bondade. Somente quem reza tem a capacidade de ir além do que é, de se conhecer em profundidade, de perder tempo com o outro e de dar a vida pelo outro; sabe reconhecer Cristo presente no outro; para responder e corresponder o chamado do Pai, que nos manda ouvir-LO e conhecê-LO para então amá-LO (Dt 6, 4).
É intimidade com Deus. Ele se permite conhecer de diversas formas, mas se revela especialmente através das Sagradas Escrituras. A Palavra é o Coração de Deus aberto para o homem; uma verdadeira carta de amor escrita pelo Pai dos Céus aos Seus filhos.
Que a nossa oração pessoal possa privilegiar o encontro com Deus por meio de Sua Palavra. Uma leitura orante das Sagradas Escrituras tem a capacidade de nos situar na oração, a fim de que não nos percamos no caminho da oração. Essa leitura nos abre para a meditação sem grandes esforços, no "ruminar" do texto bíblico.
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Sempre que iniciarmos nosso momento de oração, busquemos nos colocar como crianças pequeninas no colo de Deus. As crianças normalmente se vislumbram e admiram os pais porque sabem o quanto são amadas por eles. Os filhos se sentem seguros quando depositam nas mãos dos pais a sua confiança.
Coloquemo-nos diante de Deus com um coração de criança. Deste coração brotará o mais simples e puro louvor; uma oração repleta de alegria e de gratidão. Ela deve ser espontânea, livre, mas enriquecida pela Palavra de Deus que é CHAVE para nos abrir à oração. |
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Na oração não existe uma fórmula específica para que possamos iniciar uma conversa com Deus. É claro que existem meios que facilitam esse encontro. Poderemos experimentar mais rapidamente da oração em profundidade, quando encontramos um ambiente favorável e prepararmos o momento com abertura de coração. O nosso corpo também pode responder com uma boa posição. Para que a oração produza frutos de conversão, é importante nos exercitarmos no silêncio interior.
Quando a nossa oração pessoal for direcionada, ela seguirá uma seqüência espiritual, a partir de símbolos, cheio de significação, assim representados: CHAVE, PÃO, GRAÇA, TENDA e TRILHA. |
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CHAVE: Após invocarmos a Santíssima Trindade, deixemo-nos envolver por uma motivação que nos permita entrar no lugar sagrado da oração. Poderemos nos utilizar de muitos recursos: apelos visuais, recitação de um terço, músicas, textos de espiritualidade, dentre outros. O louvor é como que o primeiro passo; uma chave para abrir a porta da alma. |
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PÃO: É propriamente o texto bíblico que vai nos alimentar ao longo de nossa oração pessoal. A Palavra inspirada por Deus é um caminho de espiritualidade mais seguro para se rezar bem. |
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GRAÇA: A Palavra suscita em nós um clamor; uma súplica; uma inquietação. Quando na oração nos sentirmos motivados a pedir o auxílio de Deus, busquemos na graça esses meios (Jo 1,16s). A graça nos ensina a depender mais do Pai (Mt 7,11); como se disséssemos: "Eu nada posso fazer por mim mesmo, somente a graça de Deus me torna capaz " (ICor 15, 10). |
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TENDA: Na oração Deus se manifesta: "O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia" (Gn 18, 1). A nossa oração pessoal deve sempre suscitar acolhimento para a manifestação do amor do Pai. |
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TRILHA: É o convite que o Senhor nos faz a partir da oração. Estejamos certos de que aquele que reza deve sempre sair da oração modificado. Deus nos apresenta o caminho certo (Jo 14, 6), aquele que devemos trilhar com segurança para nos assemelharmos a Jesus (Mt 7, 13s). Ele nos oferece pistas que nos levarão ao lugar certo.
Deixemos que a nossa vida seja o resultado de tudo o que experimentamos na oração pessoal e comunitária, nos momentos de adoração e principalmente, de todas as vezes em que recebemos a Eucaristia (Mt 7, 16-20).
Reservemos um momento semanal de adoração ao Santíssimo Sacramento. Que a adoração seja para nós, a real preparação para o Banquete Eucarístico e o abastecimento para a vida comunitária.
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