ORAÇÃO PESSOAL – OLARIA 14
A CASA DE MEU PAI

CHAVE - Jesus sobe a Jerusalém para celebrar a Páscoa. A cidade estava repleta de peregrinos vindos de todas as partes... Tendas levantadas ao longo das muralhas... Soldados romanos que estavam por toda parte, nas ruas e nas praças, vigiando o movimento das multidões do alto da Torre. No templo, Jesus olha de maneira especial os cordeiros que iam ser sacrificados; encontra os comerciantes que vendiam bois, ovelhas e pombas, vítimas para os sacrifícios; vê os trocadores de moedas, que eram necessários para facilitar a troca do dinheiro romano pelo dinheiro que era permitido usar no Templo. Com um chicote, expulsa os animais. Jesus derruba o dinheiro dos trocadores pelo chão e vira-lhes as mesas. Manda embora os vendedores de pombas. “... Não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes” (Jo 2,16).
A casa do Senhor é lugar de encontro com Ele e com os irmãos. Um encontro que não pode se reduzir a uma presença passiva ou à um monólogo, uma repetição de fórmulas... O encontro com Deus deve ser realizado num verdadeiro e vivo relacionamento, como entre pai e filhos em feliz contato de amor. “O zelo da tua casa me consome” (Sl 68,10) Os discípulos se recordaram dessas palavras de Jesus. O recordar dos discípulos é obra do Espírito. Não é uma recordação rude, material; é uma interpretação do acontecimento, feita à luz do mesmo Espírito... Jesus efetivamente é devorado de zelo, mas este zelo também o devorará, quer dizer, o levará à morte. “Que sinal nos apresentas tu, para proceder deste modo?” (Jo 2,18)
 
A oposição e a incredulidade...  Exigem de Jesus uma legitimação para justificar o seu procedimento com os comerciantes e trocadores de moedas. Eles queriam ver um milagre que o pudesse legitimar... Jesus penetra e conhece o coração do homem... Não era um pedido sincero, esconde uma recusa... Pedem um sinal e parecem dispostos a crer em qualquer sinal que seja; mas na realidade não é assim... Jesus se recusa a satisfazer o pedido: o homem deve aprender a ler os sinais que Deus oferece e não pretender obter outros. O que legitimava Jesus a proceder assim é a sua filiação divina. Sua autoridade tinha um único fundamento: a Vontade do Pai. O verdadeiro culto só pode constituir na mais pura e incondicional entrega à Vontade de Deus. O culto não vale pela observância de preceitos, mas exclusivamente pela entrega sem reservas, pelo abandono Àquele que nos chamou para o seu eterno amor. “Destruí este templo e eu o reerguerei em três dias... Ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2,19) Cristo é a nova proposta de Deus aos homens. Quem quer adorar a Deus em espírito e verdade deve fazê-lo em Cristo. Mas isso exige a fé... É a fé em Deus e em seu amor e no perdão que torna aceita a oração... Cristo é o verdadeiro templo, o lugar único da presença salvadora de Deus em nosso meio. Cristo é o novo templo  no qual podemos falar a Deus. Também hoje necessitamos nos purificar das formas de falsa piedade, para fazer ecoar a Palavra de Deus que é libertação, justiça, salvação. Sem amizade à Cristo ninguém compreende verdadeiramente o seu mistério.
 

PÃO - Jo 2,13-25
TENDA - Cristo é o novo templo  no qual podemos falar a Deus.
TRILHA - Que coisas você sente que precisam ser expulsas da sua vida, que atrapalham o seu encontro com Deus?