ORAÇÃO PESSOAL – OLARIA 08
CURTINDO UMA FOME ETERNA |
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CHAVE: “Naquele tempo um discípulo perguntou ao vidente: Mestre, qual é a diferença entre o céu e o inferno? E o vidente responde: Ela é muito pequena e, contudo, com grandes conseqüências. Vi um grande monte de arroz, cozido e preparado como alimento; ao redor dele muitos homens, quase a morrer. Não podiam se aproximar do monte de arroz. Mas possuíam longos palitos de 2 a 3 metros de comprimento. Apanhavam, é verdade, o arroz, mas não conseguiam levá-lo à própria boca porque os palitos em suas mãos eram muito longos. Assim, famintos e moribundos, embora juntos, mais solitários permaneciam, curtindo uma fome eterna, diante de uma fartura inesgotável. E isso era o inferno. Vi outro grande monte de arroz, cozido e preparado como alimento. Ao redor dele muitos homens famintos, mas cheios de vitalidade. Não podiam se aproximar do monte de arroz. Mas possuíam longos palitos de 2 a 3 metros de comprimento. Apanhavam o arroz, mas não conseguiam levá-lo à própria boca, porque os palitos em suas mãos eram muito longos. Mas com seus longos palitos, em vez de levá-los à sua própria boca, serviam uns aos outros. E assim matavam sua fome insaciável. Numa grande comunhão fraterna. Juntos e solidários. Gozando a excelência dos homens e das coisas. E isso era o Céu”. |
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Pelo pecado o homem se rebela contra seu Criador e se constitui a si mesmo dono e senhor absoluto de sua existência. Pela desobediência a Deus o homem rejeita o objetivo para o qual foi criado: louvar, reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor. O pecado é o fracasso da vida. É uma realidade que não podemos desconhecer, nem muito menos negar. “Se dizemos que não temos pecados, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8).
A maldade e a gravidade do pecado não se medem apenas pelo castigo que merece, mas pelo dano que produz em nós e nos outros. O pecado matou Jesus Cristo, Filho de Deus, mata os filhos de Deus, mata a cada um de nós. Hoje existe uma tendência a negar a existência do inferno ou a reduzí-lo aos sofrimentos desta terra. Se cultivarmos as sementes do egoísmo, do ódio, da pobreza, da opressão, da injustiça e de todas essas realidades geradas pelo pecado, nosso mundo se converterá em um inferno insuportável. Basta tentar! Mas o inferno não é apenas uma possibilidade desta terra. É a alternativa definitiva para o homem que organiza sua vida de costas para Deus e para seus semelhantes. |
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| O inferno é alienação. Temos dentro de nós mesmos uma orientação para os outros e para Deus. No inferno estamos orientados para nós mesmos. O inferno é solidão. Perco os outros, porém não posso dizer nem saber quem são esses outros. O inferno é frustração. Nosso próprio eu se entende como sendo para o louvor e a ação de graças. No inferno, só poderemos grunhir, frustrado por ser para nós nossa própria verdade. O inferno é o absurdo. Deus escreveu em nós mesmos os valores - lealdade, fidelidade, veracidade, honestidade, serviço aos outros - que conservados poderiam ter-nos feito felizes. Mas durante nossa vida, escolhemos outros valores na esperança de que nos fariam felizes - prazer, ter poder sobre os outros, sentindo-nos totalmente seguro, gastando dinheiro e outras coisas do mesmo tipo. Agora sabemos que os valores que escolhemos eram absurdos, sem raízes no nosso verdadeiro eu. Vivemos o absurdo, agora e para sempre. |
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GRAÇA - Senhor, que eu sinta a profunda solidão que sofre uma pessoa que recusa o amor para sempre.
PÃO - Lc 16, 19-31
TENDA - Pensemos no inferno como essa possibilidade que nos ameaça de fracasso e destruição, a total infelicidade, eternamente.
TRILHA - O que mais o escraviza? |
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