“Eis que estou à porta, e bato: Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”
(Apc 3,20)
A busca do Deus vivo transforma o nosso ser. O perdão nos recria. Maior que minhas misérias é a misericórdia de Deus. Deus nunca pergunta onde estivemos. Só lhe interessa a nossa volta. Deus é sempre fiel em seu amor, em sua aliança.
Quanto mais me aproximo de Deus, mais vou sendo transformado, libertado, recriado. |
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Deus é Pai! Deus é Mãe!
“Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravado na palma de minhas mãos.” (Is 49,15s)
Esta parábola nos servirá para compreender que a misericórdia de Deus é como uma casa na qual entramos, mas nossa liberdade e nosso coração também são uma casa na qual Deus entra.
“O Pai chama à minha porta procurando um lugar para seu Filho.
- O aluguel é barato - eu lhe digo.
- Não quero alugar. Quero comprar - Ele me responde.
- Não sei se quero vender, mas pode entrar e dar uma olhada.
- Acho que vou - diz Deus.
- Talvez eu lhe possa ceder um ou dois quartos.
- Muito bom - diz Deus - Fico com dois. Quem sabe você resolva ceder mais espaço depois... Posso esperar.
- Eu gostaria de dispor de mais, mas é um pouco difícil. Preciso de certo espaço para mim.
- Eu sei - diz Deus. - Mas vou esperar. Gosto do que vejo...
- Hum, talvez eu possa lhe dar mais um quarto. Realmente não preciso dele.
- Obrigado - diz Deus. - Aceito. Gosto do que vejo...
- Gostaria de lhe dar a casa toda, mas não tenho segurança.
- Pense bem - diz Deus. - Não o expulsarei. Sua casa pode ser minha, e meu Filho pode viver nela. Terá mais espaço do que antes.
- Não estou entendendo nada.
- Eu sei - diz Deus - Mas não posso lhe dizer tudo. Tem de descobrir por si mesmo. Só compreenderá quando entregar a Ele a casa toda...
- Isso é perigoso - eu digo.
- Sim - diz Deus - mas não lhe custa tentar.
- Não tenho segurança... depois lhe direi que decisão tomei.
- Posso esperar - diz Deus - Gosto do que vejo.”
Diante desse Deus, delicado, paciente e misericordioso, que tanto nos tem esperado, aproximemo-nos para:
- experimentar a verdade do perdão;
- abandonar-nos a Ele sem reservas, reconhecendo o próprio pecado;
- deixá-Lo ser “maior” onde Ele mais gosta: no perdão;
- acolher o dom do perdão;
- pedir e gostar internamente a Sua misericórdia;
- alegrar-se com a sua bondade infinita;
- ser testemunha e sinal da sua misericórdia;
- também perdoar. |